Se você optou por uma instalação elétrica aparente em alumínio, provavelmente valoriza a praticidade e a durabilidade dos componentes. No entanto, o que muitos esquecem é que o alumínio é um excelente condutor de eletricidade, o que pode se tornar um risco silencioso se o aterramento não for feito da forma correta.

Por que aterrar o condulete?

A lógica é simples: se um fio com isolamento danificado encostar na parede interna de um condulete metálico, toda a estrutura (incluindo as tubulações conectadas) ficará energizada.

Sem o aterramento correto, quem tocar na caixa receberá uma descarga elétrica. Quando aterramos o condulete, criamos um caminho de baixa resistência para essa corrente de falha.

O que diz a NBR 5410?

A norma técnica brasileira (NBR 5410) é clara: todas as partes metálicas que não fazem parte do circuito elétrico, mas que podem ser tocadas, devem estar equipotencializadas.

Enquanto em instalações de PVC o material por si só é isolante, no alumínio o aterramento é o que garante que o seu disjuntor ou o DR (Dispositivo Residual) cumpra o papel de desarmar assim que houver uma falha, interrompendo o risco instantaneamente.

Passo a Passo: Como fazer o aterramento correto

Não basta apenas passar o fio terra pelo condulete; ele precisa “fazer parte” da caixa. Veja como deve ser a conexão:

  1. A Derivação: O condutor de proteção (fio verde ou verde-amarelo) vem do quadro de distribuição. Ao chegar no condulete, ele deve ser derivado (usando um conector apropriado ou emenda segura).
  2. Conexão na Tomada: Uma ponta dessa derivação vai para o pino central (borne de terra) da tomada ou interruptor.
  3. Conexão na Carcaça: A outra ponta deve ser fixada diretamente ao corpo do condulete em um ponto específico (um pequeno furo rosqueado) para a fixação de um parafuso de aterramento.
  4. Continuidade: Certifique-se de que a conexão esteja firme. O contato metal-com-metal é o que garante a eficiência do sistema.

Instalações aparentes com conduletes de alumínio são sinônimo de robustez e também precisam ser de segurança. O aterramento da carcaça metálica não é um “extra” ou capricho do eletricista; é uma exigência normativa que salva vidas e preserva seu patrimônio.

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